Parrot Security OS, o substituto do Kali Linux?!

Parrot Security OS, o substituto do Kali Linux?!

O Kali Linux é, para muitos, a primeira escolha dos que procuram um sistema operacional com uma vasta coleção de ferramentas que permitem realizar auditorias e testes de penetração.

Esta distribuição Linux não é a única direcionada para os chamados pentesters, existem outras alternativas, como é o caso do Parrot OS Security, que iremos conhecer neste artigo.

Lançado em 2013, o Parrot OS Security é um sistema operacional baseado no Debian. Com o seu rápido crescimento, em maio foi anunciado a chegada da versão 4.0.1 e seus próprios desenvolvedores o descrevem como uma obra-prima que reúne todas as ferramentas necessárias para tarefas de hacking, testes de penetração, computação forense, avaliação e mitigação de vulnerabilidades e privacidade.

Disponível para as arquiteturas x86 (32 bit) e x64 (64 bit), cujas versões são as seguintes:

Parrot Security OS Security – Um ambiente completo que fornece todas as ferramentas disponíveis nos repositórios e um ambiente de desenvolvimento completo pronto para usar após a instalação.

Parrot Security OS Lite Home Edition – Sistema operacional leve e altamente portátil, pode ser considerado como uma distribuição padrão e de propósito geral, que não é orientada para a segurança. É uma base perfeita para criar seu próprio ambiente pentesting ou para usar Parrot como um sistema operacional padrão nesta edição as ferramentas não são pré-instaladas.

Parrot Security OS Studio – é um projeto que conta com aplicativos de criação de conteúdo multimídia para fluxos de trabalho de áudio, gráficos, vídeo, fotografia e programação.

Parrot Security OS Cloud – Parrot Server Edition, projetado para ser implantado rapidamente exatamente onde você precisar e assim controlar remotamente para executar testes a partir da nuvem.

Parrot Security OS Iot – Edição destinada para o Raspberry Pi

O Parrot OS é apresentado num ambiente de desktop MATE com um login LightDM (Light Display Manager), mais leve, ao contrário do conhecido GDM (Gnome Display Manager), cujas credenciais padrão são root e toor.

O sistema é apresentado de forma bastante direta e simples, com uma série de ferramentas que são familiares aos do Kali Linux. O menu é idêntico ao do Kali Linux, fácil de navegar. O Parrot OS dá a ideia de parecer ser um sistema operacional mais perto do uso diário, as ferramentas estão lá e as aplicações comuns do dia-a-dia também.

Em termos de recursos, e abordando valores aproximados, os quais podem variar, a instalação do Kali Linux ocupa cerca de 11GB, enquanto que a instalação padrão do Parrot OS Security chegam cerca dos 12GB.

Realizando os testes com o Parrot OS Security 64 bits, rodando em uma máquina com um processador Intel Core i3 e 2GB de RAM, consumia cerca de 440 MB de memória RAM, o que significa ser bastante leve. Logicamente, se novos processos forem abertos, maior será o consumo.

Na mesma máquina, a instalação padrão do Kali Linux usava aproximadamente 700 MB de RAM, o que é uma grande diferença.

São várias as aplicações e ferramentas úteis para o dia-a-dia, que podemos encontrar no Parrot OS, tais como LibreOfficeAtomVLC, e muitas outras.

No que diz respeito à componente de segurança, este sistema operacional possui algumas ferramentas de criptografia, tais como Zulucrypt, um utilitário gráfico poderoso para criptografia de discos rígidos, Cryptkeeper que permite administrar pastas criptografadas. Além das ferramentas adequadas para auditorias específicas. Mas não fica por aqui.

Os criadores do Parrot OS, na versão Security, resolveram adicionar utilitários que permitem anonimizar todo o tráfego. Fale-se do AnonSurf e do Tor.

O AnonSurf acaba com os processos que possam de alguma forma evitar a sua execução, limpa a cache, modifica as regras iptable, altera o ficheiro resolv.conf, desativa o IPv6, permitindo assim que o tráfego curse através do Tor. Tudo isto ao alcance de um clique. O script (i2p) também faz algo idêntico, e é possível alterar o nó de saída numa lista de 249 países.

Em tom de remate final, a análise de que esta distribuição é melhor ou não que o Kali Linux deve provir das necessidades e da experiência de cada utilizador. De fato, o Parrot OS Security demonstra ser uma excelente distribuição, tanto para iniciantes como para profissionais. São cerca de 550 as ferramentas orientadas para a segurança, mais do que suficientes.

Este é um sistema operacional que tem vindo a crescer relativamente bem, sendo um forte candidato a concorrer com os já existentes.


Graduando em engenharia da computação, Jader Rodrigues ocupa o cargo de coordenador de tecnologia e marketing na empresa Jornal Folha da Região e auxiliar no CPD da prefeitura da cidade de Araçatuba. É fundador e CEO da RootDay WebConference e RootSec Treinamentos.Através do seu empreendedorismo na RootDay WebConference e RootSec Treinamentos, é apaixonado pelo poder do desenvolvimento humano e, convicto no poder da educação que ajuda a ensinar e alavancar o aluno e o profissional no mercado de trabalho, capacitando-o com habilidades que a escola formal ainda não propôs a ensinar. Através da RootDay, Jader procura estabelecer o aumento da fronteira de conhecimento dos participantes e a realocação do profissional no mercado de trabalho.

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