Entrevista com Luiz Felipe Ferreira

1 – Como você conheceu a área de Segurança da Informação?

Meu primeiro contato corporativo foi na Certisign, uma empresa que vende certificados digitais. Lá, pude aprender a importância de segurança da informação para o negócio da empresa e entender que o tema não é somente um problema tecnológico, mas também processual e acima de tudo, humano.

2 – Por que você escolheu ser Analista de Segurança da Informação?

O tema é muito interessante e acima de tudo, democrático, tem espaço para todo mundo, seja com perfil mais técnico ou não. Eu sempre gostei mais da área de segurança defensiva. Aumentar e manter as defesas, corrigir vulnerabilidades e mitigar riscos, isso sempre me fascinou.

3 – Como foi o seu primeiro trabalho?

Meu início foi muito parecido com o de muitos.  Fui estagiário de suporte na Aliança Francesa (uma escola de línguas).

4 – Quais são as skills de quem trabalha nesta área?

Isso vai depender do caminho que você vai seguir. Se optar por um viés mais técnico, deve-se ter um conhecimento de redes, sistemas operacionais e soluções de segurança (como antivírus, firewalls, WAF etc), até se especializar em algo.

Se optar por um viés mais corporativo, é importante conhecer a norma ISO 27001, regras de compliance, conscientização e gestão de riscos.

Mas, para ambos os casos, existem ainda os soft-skills, conhecimentos não técnicos, tal como saber se comunicar, ser colaborativo, saber transmitir uma informação técnica numa linguagem de fácil entendimento e é claro, o aprendizado constante.

5 – Quais foram seus principais desafios da área?

É sempre mais trabalhoso e desafiador defender do que atacar. Manter os ativos atualizados, corrigir vulnerabilidades, aumentar o nível de maturidade e acima de tudo, conscientizar pessoas é bem complicado.

Mas o pior é gerar valor, mostrar para a empresa que Segurança da Informação é fundamental para os negócios. Menos riscos, mais lucros.

6 – Por que alguém deveria se tornar um(a) Analista de Segurança da Informação?

Por paixão. Vejo muitos que desejam entrar na área somente por “moda” ou porque as oportunidades estão surgindo. Mas sem paixão pelo tema, eles nunca atingirão o seu potencial máximo. Com paixão, irão longe.

7 – Atua em que área dentro da segurança da informação atualmente?

Estou focado nos temas de privacidade e segurança de dados pessoais (conformidade as leis GPDR/LGPD), Gestão de Vulnerabilidades e Gestão de Identidade.

8 – Na sua opinião, quais são as principais recompensas dessa área?

Para quem não gosta de rotina é um prato cheio. Incidentes diferentes novos a cada dia, novas tecnologias surgindo a cada ano e os desafios de proteger as informações na nuvem, internet das coisas, inteligência artificial e computação quântica.

Os desafios são muitos e não tenho dúvidas que oportunidades não faltarão.

9 – Alguma dica para quem deseja ingressar nessa área?

Domine os fundamentos de redes, sistemas operacionais e se possível programação. Aprenda os fundamentos de segurança da informação. Depois, escolha dentre as diversas opções disponíveis em segurança e se especialize. As certificações ajudam muito para quem quer ingressar na área.

10 – Na sua visão como está o mercado de segurança para novos profissionais?

Ao mesmo tempo que as empresas necessitam de profissionais de segurança há uma crise econômica no país e muito desemprego. Mas a minha visão é de um cenário positivo para o ano de 2019, especialmente devido a Lei Geral de Proteção de Dados. Segurança da Informação sem dúvida, é uma área que crescerá muito.

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Thiago Fitz 20 de março de 2019 0 Comentários
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